Os funcionários da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) divulgam, nesta semana, uma carta aberta à comunidade, onde reforçam a luta pela não concessão da autarquia e também pela punição dos políticos, que seriam os principais culpados pela precariedade no sistema de abastecimento de água.
Os servidores, que entraram em greve na última segunda-feira (22), por falta de diálogo com o município, há 40 anos, Cuiabá padece com problemas de saneamento, causados pela falta de investimentos, que vem prejudicando cotidianamente a população.
"Se há 40 anos a cidade padece com problemas de saneamento, não fora por ação dos trabalhadores que aqui estão, mas sim de políticos, que nunca se preocuparam em investir o mínimo pela nossa cidade. Soma-se a isto a ação nefasta de diretores, que vampirizaram a companhia, sugando as receitas, impedindo a execução de projetos e sucateando a estrutura existente, para assim inviabilizar a empresa, destruindo sua imagem perante a sociedade. Era o início do golpe...", afirma, na carta aberta.
Ex-governadores acumulam supersalários, diz site
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) não é o único que acumula a remuneração de parlamentar com a de ex-governadores, o que os faz ganharem mais que o teto do funcionalismo.
Casildo Maldaner (PMDB-SC) recebe cerca de R$ 48.300, somando-se o salário de senador e a aposentadoria de aproximadamente R$ 21.600 como ex-governador de Santa Catarina.
Por conta de questionamentos do Ministério Público e da Assembleia Legislativa sobre os valores recebidos acima do teto, a assessoria de Maldaner informa que, há dois anos, ele reserva a aposentadoria em uma conta corrente à parte.
Caso a Justiça o obrigue a devolver o dinheiro, estará tudo guardado. “O senador Casildo Maldaner aguarda o fim desta imprecisão jurídica com relação ao pagamento da pensão à ex-governadores, mas defende a existência de um teto nacional de vencimentos no funcionalismo público”, disse sua assessoria ao Congresso em Foco.
Há outros casos. Em fevereiro deste ano, o senador Jayme Campos (DEM-MT), passou a acumular o salário de parlamentar com a aposentadoria de ex-governador, no valor de R$ 8 mil. Com isso, passou a estourar o teto constitucional. Mas sua assessoria informa que Campos renunciou ao benefício de ex-governador para se manter de acordo com a lei.
Senadores pelo Paraná, Álvaro Dias (PSDB) e Roberto Requião (PMDB) receberam algumas parcelas da pensão como ex-governadores até a Justiça determinar o bloqueio dos pagamentos mensais de R$ 24.800. A assessoria de Álvaro explicou ao site que os três pagamentos que ele recebeu foram destinados à creche Assistência Social Santa Bertilla Boscardin.
Riva evitar comenta as mudanças no staff de Silval
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP), comparou ontem (24) a atuação de secretários de Estado a de juízes de futebol. "Se o juiz faz uma boa partida, nem é percebido. Assim é com os secretários, quando nem se ouve falar é porque ele está indo bem", disse Riva.
Embora diga que não quer comentar saída ou entrada de secretários, o deputado afirma que o governador Silval Barbosa (PMDB) deve fazer uma avaliação dos seus secretários. "A nossa função é fiscalizar, fazer críticas. É o governador que tem que avaliar o secretariado dele e ver se está satisfeito com o que tem", disse o deputado.
Silval está articulando uma minirreforma administrativa com alterações no staff até o final do ano. Esta semana o secretário de Meio Ambiente (Sema), Alexander Maia, pediu exoneração alegando pressão política e para "evitar constrangimentos" ao governador, já que havia pressão para que ele deixasse o cargo. Riva disse ontem que, "quem não aguentar pressão política, não pode ocupar cargo de secretário".
O parlamentar argumentou que sempre haverá cobrança de secretários, hora do deputado, hora de classe sindicais, empresário. "Se todo mundo for colocar o cargo a disposição por pressão, vão demitir todo mundo. Se pressão fosse motivo de renúncia, o deputado Pedro Henry teria renunciado da Secretaria de Saúde nos primeiros dias", disse Riva.
Conforme o deputado Sérgio Ricardo (PR), hoje existe descontentamento do Legislativo com relação a todas as secretarias dentro do parlamento, mas em algumas o problema é mais acentuado. Há meses os deputados têm levado ao governador reclamações de secretariados. Além da pasta de Meio Ambiente, outra que está na mira dos parlamentares é a de Transportes Urbanos, sob o comando de Arnaldo Alves.
Ontem, o deputado Riva fez questão de ressaltar que não tem nada pessoal contra nenhum secretário de Estado, mas que há insatisfação com o serviço apenas de alguns, mas que deve ser levada em conta a estrutura que têm para trabalhar. "Não posso falar que de não certo por incompetência de A ou de B, temos que avaliar o todo, se faltou condição de trabalho ou o secretário que não está agindo", disse Riva.



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